Conduze-nos para a Imortalidade

6 06UTC Dezembro 06UTC 2009

Conduze-nos da ilusão para a Verdade,
Da escuridão para a Luz,
Da morte para a a Imortalidade.

(Asato ma sat gamaya
Tamaso ma jyotir gamaya
Mrityur ma amritam gamaya)

(Mantra recitado pelos praticantes do hinduísmo, retirado do texto do Bryhad Aranyak Upanishad)


Mahasamadhi

5 05UTC Dezembro 05UTC 2009


No dia 5 de dezembro de 1950, Sri Aurobindo deixou seu corpo - Mahasamadhi.  “Senhor, esta manhã tu me deste a certeza de que ficaria conosco até que teu trabalho seja realizado, não só como uma consciência que guia e ilumina, mas também como uma dinâmica Presença em ação.” (A Mãe).

**Mahasamadhi, segundo o Hinduísmo, é uma saída consciente do corpo, por um mestre divinamente iluminado, no momento da morte física.

Quando damos um passo na direção de Deus, Deus já deu vários na nossa direção.” Sri Aurobindo

Transforma:

5 05UTC Dezembro 05UTC 2009


Ódio em harmonia,
Inveja em generosidade,
Ignorância em conhecimento,
Escuridão em luz,
Maldade em bondade,
Guerra em paz,
Medo em destemor,
Incerteza em certeza,
Dúvida em fé,
Confusão em ordem,
Derrota em vitória.

(A Mãe – Mirra Alfassa)

COMO ALCANÇAR A PAZ MENTAL Sri Aurobindo

30 30UTC Novembro 30UTC 2009


A liberdade progressiva e o domínio sobre a própria mente estão perfeitamente dentro das possibilidades de todo aquele que tenha a fé e a vontade de empreender esta conquista. As possibilidades do ser mental não são limitadas; pode ser a livre testemunha e o Senhor em sua própria casa.

O primeiro passo é ter uma mente sossegada. O silêncio é um passo interior, porém, se faz necessário obter previamente o sossego. E por mente sossegada entendo uma consciência mental interior que vê os pensamentos acercar-se dela e mover-se em torno, porém, não se sente a si mesma pensando, nem se identifica com os pensamentos, nem os considera sujos.

Os pensamentos e os movimentos mentais podem passar através desta consciência mental interior tal como os caminhantes aparecem procedentes de qualquer parte e passam através de uma campina silenciosa; a mente sossegada os observa e nem sequer se incomoda de observá-los, porém, em nenhum caso participa na ação ou perde sua tranqüilidade.

O silêncio é mais que o sossego. Pode obter-se desterrando completamente os pensamentos da mente interior, mantendo-os mudos e completamente a parte. No entanto, se estabelece com maior facilidade por uma descida procedente do alto; quando sucede assim, se percebe como desce o silencio, como penetra e ocupa e rodeia a consciência pessoal, que tende então a submergir-se neste vasto silencio impessoal.

As palavras “paz, calma, sossego, silêncio”, têm cada uma delas sua própria matiz significativa, porém, não é fácil defini-lo exatamente.

O “sossego” é um estado no qual não há inquietude nem perturbação.

A “calma” é um estado de sossego inquebrantável que nenhum barulho ou inquietude podem alterar, é um estado menos negativo que o sossego.

A “paz” é um estado ainda mais positivo que comporta uma estabilidade e harmonia e um sentido de liberação e de repouso.

O “silêncio” é um estado no qual não há movimentos mentais ou vitais de nenhum gênero, e no qual existe uma profunda imobilidade que nenhum movimento na superfície pode penetrar ou alterar.

Não é possível construir os fundamentos de yoga se a mente está agitada. O primeiro que se requer é sossego mental. Ademais, a dissolução da consciência pessoal não é o objetivo primordial da yoga; seu propósito fundamental é abrir esta consciência a uma consciência espiritual superior, e para isso também é de primeira necessidade ter uma mente sossegada.

O primeiro que há que se fazer é estabelecer na mente uma paz e um silêncio estáveis (sadhana). Se não fazê-lo assim, será possível ter experiências, porém nada terá de caráter permanente. Somente numa mente silenciosa pode formar-se a verdadeira consciência.

Ter uma mente sossegada não significa a ausência total de pensamentos ou de movimentos mentais, mas sim, que estes permanecem na superfície e que o interior se sente o ser verdadeiro separado, observando-os sem deixar-se arrastar, capaz de vigiá-los e de julgá-los, de recusar todo aquele que tem que ser realizado, e de aceitar e de conservar todo aquele que é verdadeira consciência e experiência verdadeira.

Aspire que a Mãe te conceda este sossego e essa calma bem estabelecidos na mente e esta percepção constante do ser interior dentro de ti, separado da natureza exterior e dirigido até a Luz e a Verdade.

As forças que criam obstáculos no caminho da sadhana são forças da natureza inferior mental, vital e física. Por detrás delas se encontram os poderes adversos dos mundos mental, vital e físico sutil. Tão somente a partir do momento em que a mente e o coração tenham logrado adotar uma orientação unidirecional e se tenham concentrado numa aspiração exclusiva para o Divino se poderá conseguir lutar com êxito contra estes poderes adversos.

O silêncio é sempre uma boa coisa; porém, ao dizer sossego mental não me refiro a um silêncio completo. Quero dizer uma mente livre de desordem e inquietude, firme, ligeira e contente, para que possa se abrir para a Força que tem que mudar sua natureza. O importante é livrar-se da invasão habitual dos pensamentos perturbadores, dos sentimentos falsos, da confusão de idéias e dos movimentos nocivos. Tudo isso altera a natureza e a obscurece e cria obstáculos para a ação da Força; quando a mente está sossegada e em paz, a Força pode trabalhar mais facilmente. É necessário que se possam ver as coisas que temos que modificar sem experimentar nenhum transtorno nem depressão; a mudança se efetua assim com maior facilidade.

A diferença entre uma mente vazia e uma mente calma é esta: quando a mente está vazia não há nela pensamentos, nem concepções, nem ação mental de nenhum tipo, salvo uma percepção essencial das coisas sem formação de idéias; no entanto, quando a mente tenha conseguido a calma, a mesma substância de ser mental é a que permanece tranqüila, tanto que nada a perturba. E si se produzem pensamentos ou atividades, em nenhum caso surgem da mente, senão que vêem de fora e cruzam a mente como um vôo de pássaros cruza o firmamento quando o ar está imóvel. Passam sem alterar nada, sem deixar nenhum traço. Uma mente que tenha alcançado esta calma pode começar a atuar, inclusa, intensa e poderosamente, porém conservará seu sossego fundamental, sem produzir nada de si mesma, porém dando forma mental ao que recebe do Alto sem somar nada seu, com calma e imparcialidade e, sem dúvida com o gozo da Verdade e o poder e a luz felize de sua transmissão.

Não é uma coisa indesejável para a mente desaparecer no silêncio, estar imóvel e livre de pensamentos, uma vez que, ao silenciar-se a mente é quando mais a pequeno se produz a descida completa de uma vasta paz procedente do Alto e, nesta vasta tranqüilidade, a realização do Eu silencioso que está em cima da mente estendido por todas as partes em sua imensidão. O que ocorre somente, é que, quando há paz e silêncio, mental, a mente vital trata de precipitar-se para ocupar o lugar, se bem que a mente mecânica tenta, ao mesmo tempo, com o mesmo propósito, fazer surgir sua gama de pensamentos habituais e triviais. O que se deve fazer é ter o cuidado de recusar e calar esses intrusos de modo que, ao menos, durante a meditação, a paz e o sossego da mente o do ser vital sejam completos. A melhor maneira de conseguir fazê-lo é mantendo uma vontade forte e silenciosa. Esta vontade é a vontade da alma detrás da mente; quando a mente está em paz, quando permanece em silêncio, pode perceber-se a presença da alma, também silenciosa, separada da ação da natureza.

Manter a calma, ser firme e arraigado no espírito, possuir este sossego da mente, esta separação entre a Alma interior e a energia é muito útil, quase indispensável. Porém não é possível manter a calma e estar centrado no espírito enquanto o ser está sujeito ao turbilhão de pensamentos ou dos movimentos vitais. Desapegar-se, apartar-se deles, senti-los separados de si, é indispensável.

Uma grande onda (ou um mar) de calma e a consciência constante de uma vasta luminosa Realidade, tal é precisamente o caráter da realização fundamental da Verdade suprema em seu primeiro contato com a mente e a alma. Não se pode pedir um melhor começo nem melhor fundamento; é como uma grande pedra sobre a qual se pode construir o resto. Isso significa certamente, não só uma presença, senão “a Presença”, e constituirá um grande erro debilitar a experiência por uma falta de aceitação ou por alguma dúvida sobre seu caráter. Não é necessário defini-la, nem é conveniente tratar de configurá-la numa imagem; porque esta Presença é infinita em sua natureza. Tudo aquilo que tenha que manifestar ou exteriorizar de si mesma, o fará inevitavelmente por seu próprio poder, si existe uma aceitação sustentada.

Em verdade, sem duvida alguma, que é uma graça enviada, e a única maneira de responder a uma graça tal é aceitá-la com gratidão e, mantendo-se aberto, permitir ao Poder que tenha tocado a consciência desenvolver o ser no que tenha que ser desenvolvido. A transformação total da natureza não pode fazer-se num momento; requer necessariamente muito tempo e se produz por etapas; a experiência atual é somente o inicio, um fundamento para a nova consciência na qual será possível a transformação. A espontaneidade automática da experiência deve demonstrar por si mesma que não tem nada que ver com uma construção da mente, da vontade ou das emoções; que procede de uma Verdade que está mais além dessas coisas.

Recusar as dúvidas implica, com toda certeza, haver alcançado o controle de nossos próprios pensamentos. Porém, o fato de controlar nossos pensamentos é tão necessário, na yoga e fora da yoga, como o domínio de nossas paixões e de nossos desejos vitais e o controle dos movimentos de nosso corpo. Não é possível sequer alcançar o nível de um ser mental plenamente desenvolvido se não se é capaz de dominar os próprios pensamentos, se não se é sua própria testemunha, seu juiz e seu amo, da alma mental.

Não é menos inconveniente ao ser mental do que ser como uma bola de tênis submetida ao impacto dos pensamentos desordenados e incontroláveis, que ser como um barco a deriva em meio a tempestade das paixões e dos desejos, ou um escravo da inércia ou dos impulsos do corpo. Já sei que controlar os pensamentos é mais difícil, porque o homem, por ser primordialmente uma criatura de energia mental, se identifica a si mesmo com seus movimentos de sua mente e não pode, de repente, dissociar-se e permanecer a margem e livre dos redemoinhos e turbulências da torrente mental. É relativamente fácil para ele exercer um controle sobre seu corpo, ao menos sobre uma certa parte de seus movimentos. É-lhe menos fácil, porém, ainda que perfeitamente possível por meio duma luta efetiva, estabelecer um domínio mental sobre seus impulsos e desejos vitais; porém, sentar-se em cima do torvelinho de seus pensamentos, como o Iogue Tântrico sobre o rio, é menos fácil. Não obstante, também é possível. Todos são homens mentalmente desenvolvidos, aqueles que sobre passam ao término médio, de algum modo, ou a menos num determinado tempo e para certo propósito, tenham tido que separar as duas partes da mente, a parte ativa que é uma fábrica de pensamentos e a parte sossegada e soberana que é uma Testemunha e uma Voluntária, observando os pensamentos julgando-os, recusando-os, eliminando-os e aceitando-os, ordenando correções e mudanças.

O Iogue vai ainda mais longe. Não somente é o senhor de si, como permanecendo de alguma maneira na mente, consegue escapar da mesma sem por assim dizer, e se situa por cima e completamente por trás. Para ele a imagem da fábrica de pensamentos já não é completamente válida; posto que vê como os pensamentos nos vêem de fora da Mente universal ou da Natureza universal, às vezes formados e distintos, às vezes informes e embrionários, em cujo caso recebem forma em alguma parte dentro de nós. A tarefa principal de nossa mente consiste em responder, favoravelmente com aceitação, ou negativamente com repulsa, a essas ondas de pensamentos, ou em dar forma mental pessoal a substância dos pensamentos procedentes da Natureza-Força circundante.

30 30UTC Novembro 30UTC 2009

“A ilusão causa os maus sentimentos que surgem em seu coração e em sua mente. Uma pessoa pode ter uma mente ruim, mas, com as bênçãos dos mais velhos e na companhia de almas nobres, ela pode facilmente se livrar das tendências nocivas e desenvolver as virtudes. As pessoas empreendem várias práticas espirituais para alcançar a Divindade. Evite a má companhia, busque a boa companhia, realize sempre ações corretas e discrimine entre o permanente e o efêmero (Thyaja Durjana Samsargam; Bhaja Sadhu Samagamam; Kuru Punyam Ahorathram; Smara Nityam Anityatham).”

5 05UTC Novembro 05UTC 2009

“Dizemos que o céu e o oceano são azuis, mas isso está incorreto. Nem o céu, nem o oceano são realmente azuis. É a vastidão do espaço e a profundidade do oceano que produzem essa ilusão do azul. Se você pegar um pouco da água do mar na palma de sua mão, você verá que ela é realmente sem cor. Igualmente, o bem e o mal dependem de seus próprios pensamentos e sentimentos.”

ceumar

4 04UTC Novembro 04UTC 2009




“Bondade, compaixão, tolerância: através dessas virtudes, a pessoa pode perceber a Divindade nela e nos outros. A suavidade do coração é condenada freqüentemente como sendo uma fraqueza, uma covardia e uma falta de inteligência. Dizem que o coração precisa ser endurecido contra a piedade e a caridade, mas esse caminho leva à guerra, à destruição e à ruína. Somente o amor concede felicidade e paz duradouras. Somente partilhando pode-se reduzir a dor e multiplicar a alegria. As pessoas nascem para compartilhar, servir e dar, e não para se apoderar.”

 

menina

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

 

O tempo passa rápido como uma ventania tempestuosa, e a vida do homem está se derretendo rapidamente, como um bloco de gelo. Tudo ao redor está sofrendo mudanças, mas o intelecto e a mente do homem permanecem inalterados. Obcecada pelo mundo exterior, preocupada com a aquisição de objetos externos, a vida do homem está se tornando mais e mais pesada, e ele está perdendo sua paz mental. A ansiedade, o temor e a suspeita o estão dominando. Somente se livrando destes pesos pode o homem esperar ascender às alturas espirituais.

31 31UTC Outubro 31UTC 2009

“Quando a adversidade o esmaga, saiba que ela é conseqüência de suas próprias ações passadas. Não culpe o Senhor ou se queixe d’Ele. Não dê atenção aos problemas ou os considere como tal. Ao invés disso, envolva-se em servir aos outros e desenvolva ações meritórias. Continue confiando no nome do Senhor como apoio. Esse é o sinal da sabedoria.”  (Sathya Sai Baba)

medit3

29 29UTC Outubro 29UTC 2009

“Um devoto e investigador sincero não pode ter qualquer interesse pelos prazeres mundanos e paixões. Esses desejos inferiores devem ser abandonados, já que eles estão na raiz de toda a miséria. O que é exatamente é a liberação (Moksha)? Ela é a paz imperturbável (Shanti), obtida através do esforço espiritual (Sadhana) para a limpeza do coração (Chittha Shuddhi). Ela é a negação das impressões que se obtém através dos sentidos.”

Sathya Sai Baba


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